quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Inauguração da loja Primark em Braga
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Shopping Night By MANGO
sábado, 17 de setembro de 2011
sábado, 23 de julho de 2011
Morreu a cantora Amy Winehouse
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Quando abre a PRIMARK em Braga.
sexta-feira, 25 de março de 2011
H&M- Promoções
quarta-feira, 16 de março de 2011
PRIMARK ABRE EM BRAGA.
quarta-feira, 2 de março de 2011
Spring 2011 Trends- Flower Power
sábado, 26 de fevereiro de 2011
NAMORADOS, Iogurtes e pacotes de chá.
Namorados. São uma coisa bestial. Fazem-nos sentir que somos a mulher mais bonita, a Única, a Amada, a Desejada, uma espécie de versão contemporânea e feliz do D.Sebastião em feminino, na qual a armadura é trocada por um bom corpete com cinto de ligas. Chamam-nos pequenina, princesa, boneca e outras delícias para o ouvido e o coração, enchem-se de paciência para ouvir os nossos desabafos e alinham com os nossos amigos. Alguns até têm um dom especial para lidar com as nossas mães, mas isso é uma singularidade rara, não podemos contar com ela no comum mortal.
Namorados. São uma coisa bestial. Até ao dia. Ao dia em que acordam e ficam com dúvidas, acendem a luz de alarme do complicómetro e começam a pensar no-que-é-que-isto-vai-dar, ou então ligam o radar, que é outra peça que vem sempre acoplada ao macho, e descobrem que o mundo está a abarrotar de Princesas, Pequeninas, e outros seres maravilhosos com longas pestanas, calças de ganga justas e cabelo comprido. E que muitas delas, coitadinhas, estão tão sozinhas, mesmo a precisar de companhia. Como dizia Michelet- sei que repito esta citação sem pudor, mas para mim é daquelas que dão para quase tudo, como o puré de batata nos menus dos colégios-, o homem caça e luta, a mulher intriga e sonha. E caça mesmo. Perdizes, Marcejas, galinholas, Cláudias, Kátias ou Luísas, tanto faz. De madrugada, no couto de um tio rico ou na pista do Lux, não é relevante.
Não acho bem nem mal, acho que o homem é um ser predador e quanto a isso não há volta a dar, a não ser dar a volta por cima com elegância e poucas conversas. Caçar está-lhe no sangue, o homem gosta do acto em si, um safari no Quénia ou uma saída na movida lisboeta, tanto faz. O objectivo é apanhar uma presa e dar-lhe cabo do canastro. O que é preciso, é um tipo manter-se vivo, dizia-me no outro dia um caçador nato. Vivo e parvo, pensei eu, mas não lhe disse, porque não era o meu género, nem sequer valia a pena gastar o meu latim. Namorados. São uma coisa bestial, se nunca nos esquecermos que são como os iogurtes: saborosos, docinhos, deliciosos, mas com prazo de validade. Mas há que olhar para o lado bom da coisa e fazer como diziam os romanos: carpe diem, que é como quem diz, aproveitar o dia e esperar pelo dia seguinte sem esperar por nada. Seguir a velha regra que dita 'Rei morto, rei posto', olhar em frente e ter algum cuidado na aprovação do candidato seguinte. É que felizmente nem todos são caçadores, também existem os pescadores, aqueles que se sabem pôr a jeito com paciência e generosidade e que preferem cultivar o seu jardim do que andar a marcar território em terras alheias. Esses não são do tipo iogurte, são do tipo chá, com capacidade para durar uma vida inteira. "
Margarida Rebelo Pinto, In LuxWoman
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Little Big Closet
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Para tirar o blog deste estado deprimente, ou então não...
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Usado, quase dado!
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Sobre os relógios da CASIO.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Carta enviada de uma mãe para outra mãe no Porto, após um telejornal da RTP1:
De mãe para mãe...
Cara Senhora, vi o seu enérgico protesto diante das câmaras de televisão contra a transferência do seu filho, presidiário, das dependências da prisão de Custóias para outra dependência prisional em Lisboa.
Vi-a a queixar-se da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que vai passar a ter para o visitar, bem como de outros inconvenientes decorrentes dessa mesma transferência.
Vi também toda a cobertura que os jornalistas e repórteres deram a este facto, assim como vi que não só você, mas também outras mães na mesma situação, contam com o apoio de Comissões, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, etc...
Eu também sou mãe e posso compreender o seu protesto. Quero com ele fazer coro, porque, como verá, também é enorme a distância que me separa do meu filho. A trabalhar e a ganhar pouco, tenho as mesmas dificuldades e despesas para o visitar.
Com muito sacrifício, só o posso fazer aos domingos porque trabalho (inclusive aos sábados) para auxiliar no sustento e educação do resto da família.
Se você ainda não percebeu, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou cruelmente num assalto a uma bomba de combustível, onde ele, meu filho, trabalhava durante a noite para pagar os estudos e ajudar a família. No próximo domingo, enquanto você estiver a abraçar e beijar o seu filho, eu estarei a visitar o meu e a depositar algumas flores na sua humilde campa, num cemitério dos arredores...
Ah! Já me esquecia: Pode ficar tranquila, que o Estado se encarregará de tirar parte do meu magro salário para custear o sustento do seu filho e, de novo, o colchão que ele queimou, pela segunda vez, na cadeia onde se encontrava a cumprir pena, por ser um criminoso. No cemitério, ou na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante dessas "Entidades" que tanto a confortam, para me dar uma só palavra de conforto ou indicar-me quais "os meus direitos".
Para terminar, ainda como mãe, peço por favor: Façam circular este manifesto! Talvez se consiga acabar com esta (falta de vergonha) inversão de valores que assola Portugal e não só...
Direitos humanos só deveriam ser para "humanos direitos" !!!






